Niterói, agosto 2006 - nº 05





O mês de maio costuma ser um dos mais agradáveis e inspiradores do ano. É tradicionalmente apreciado pelas noivas, que o escolhem com muito romantismo para marcar a data do casamento, talvez devido às temperaturas mais amenas a partir desta época do ano. Também é alvo da mídia, às vezes não com muita sensibilidade, devido à comemoração do Dia das Mães. O 1° de maio tornou-se marco de antagonismos: ora voltado para o divertimento de massa, ora para a conscientização do cidadão. Nesta edição relembramos as origens do dia dedicado ao trabalhador e apresentamos junto à história do dia das Mães algumas obras artísticas que fazem uma bela homenagem àquela que nos deu a vida. E como coroação de tantos anos trabalhando no seio desta mãe gentil, que é a cidade de Niterói, dois de seus filhos muito queridos – O Instituto Cultural Germânico e a Aliança Francesa - se uniram em um projeto pioneiro no Brasil: a criação do Centro de Cultura França Alemanha, em Piratininga. O entusiasmo é tão grande que até já ganhamos uma delicada homenagem do Prof° Preis (UFF).Veja aqui a cobertura deste evento tão significativo para todos nós!

Cláudia Siqueira
Coordenação cultural





As mais antigas celebrações do Dia da Mãe remontam às comemorações primaveris da Grécia Antiga, em honra de
Rhea, mulher de Cronos e Mãe dos Deuses.

Em Roma, as festas comemorativas do Dia da Mãe eram dedicadas a Cybele, a Mãe dos Deuses romanos, e as cerimônias em sua homenagem começaram por volta de 250 anos antes do nascimento de Cristo.

Durante o século XVII, a Inglaterra celebrava no 4º Domingo de Quaresma (40 dias antes da Páscoa) um dia chamado Domingo da Mãe, que pretendia homenagear todas as mães inglesas. Neste período, a maior parte da classe baixa inglesa trabalhava longe de casa e vivia com os patrões. No Domingo da Mãe, os servos tinham um dia de folga e eram encorajados a regressar à casa e passar esse dia com a sua mãe.

À medida que o Cristianismo se espalhou pela Europa passou a homenagear-se a Igreja Mãe – a força espiritual que lhes dava vida e os protegia do mal. Ao longo dos tempos a festa da Igreja foi-se confundindo com a celebração do Domingo da Mãe. As pessoas começaram a homenagear tanto as suas mães como a Igreja.

A idéia da criação de um Dia da Mãe partiu de Anna Jarvis, que em 1904, quando a sua mãe morreu, chamou a atenção para um dia especialmente dedicado a todas as mães. Três anos depois a família Jarvis já havia criado uma pequena tradição em sua comunidade, celebrando na igreja de Grafton as primeiras datas dedicadas às mães.
Hoje em dia, praticamente todos os países dedicam um dia as suas mães, apesar de cada um escolher diferentes datas ao longo do ano para homenagear aquela que nos põe no mundo.

Em Portugal, até a alguns anos atrás, o dia da mãe era comemorado a 8 de Dezembro, mas atualmente o Dia da Mãe é no 1º Domingo de Maio, em homenagem a Maria, Mãe de Cristo.

No Brasil a  introdução desta data se deu no Rio Grande do Sul, em 12 de maio de 1918. Logo em seguida a cidade de São Paulo também fazia sua primeira comemoração (1921). A oficialização desta data no Brasil se deu no Governo Provisório de Getúlio Vargas, que em 5 de maio de 1932, assinou o decreto nº. 21.366.
Em 1947, a data foi incluída no calendário oficial da Igreja Católica por determinação do Cardeal Arcebispo do Rio, Dom Jaime de Barros Câmara.


Dia das mães no mundo


2º domingo de maio
– Estados Unidos, Brasil, Alemanha, Dinamarca, Suíça, Áustria, Finlândia, Japão, Turquia, Itália, Austrália, Bélgica.
2º domingo de fevereiro – Noruega
2º domingo de outubro – Argentina
2º dia da primavera – Líbano
1º domingo de maio - Portugal
10 de maio – México
8 de dezembro –  Espanha
Último domingo de maio – Suécia
4º domingo da Quaresma – Inglaterra





Por que razão é comemorado em todo o mundo o dia 1º de Maio, como sendo o Dia do Trabalho?

Na verdade, toda uma história de lutas, sacrifícios e mortes está por trás da instituição dessa festa. É a história da luta organizada dos trabalhadores para conseguir a jornada de 8 horas de trabalho.

Nos países onde havia começado o processo da revolução industrial (Inglaterra, França, Alemanha, Estados Unidos, Itália, Bélgica, Holanda e os países escandinavos) grande parte da ação conjunta dos trabalhadores aplicava-se à luta pela diminuição da jornada de trabalho, que desde o início da revolução industrial era de 15 a 16 horas diárias em fábricas, minas e oficinas, por salários miseráveis, sendo igualmente explorados homens, mulheres e crianças.

Foi nos Estados Unidos que a luta social pela jornada de 8 horas ficou mais violenta, exigindo um combate sem trégua e longos anos de sacrifícios e perseverança dos trabalhadores organizados, desde a primeira metade do século XIX.

Nos Estados Unidos a classe operária era formada principalmente por imigrantes europeus, alemães, tchecos, irlandeses e de outras nacionalidades. A exploração do trabalho operário soma-se à exploração do imigrante, daquele que é considerado um não cidadão e, portanto, sem qualquer tipo de direitos. Foram essas condições que estimularam o desenvolvimento do movimento sindical no país. Grande parte dos operários era influenciada pelos ideais socialista ou anarquista.

Em 1868, o Parlamento americano aprovou uma lei federal estabelecendo esse período de trabalho, e o presidente Johnson, que sucedeu a Abraão Lincoln (depois do assassinato deste) apressou-se a promulgá-la. Mas, durante a administração seguinte do general Grant, a lei foi submetida a diversas interpretações, como a de que com sua aplicação os salários seriam proporcionalmente diminuídos, condição esta combatida unanimemente pelos trabalhadores.

Em 1886, a situação havia se tensionado tanto que mais de 340.000 operários participaram de uma greve pela jornada de 8 horas, tendo o seu início marcado para o 1º de maio.

O movimento de cunho nacional foi de modo geral vitorioso, exceto na cidade de Milwaukee, perto de Chicago, onde a polícia interveio contra os operários, matando vários trabalhadores. 

Vários protestos ressoaram após este infeliz incidente e novas greves foram apoiadas pelos sindicatos. Um ano depois, em 12 de novembro de 1887, os líderes e pensadores socialistas Augusto Spies, Alberto Parsons, George Engel, Luiz Lingg foram condenados à forca e Samuel Fieldman, Miguel Schwab e Oscar Neebe foram condenados a longos anos de prisão.

Cerca de dois anos após os enforcamentos, o Congresso Inernacional Operário Socialista, reunido em Paris, a 14 de julho de 1889, em solidariedade aos trabalhadores norte-americanos, proclamou o dia 1º de Maio como Dia Universal do Trabalho, em homenagem aos mártires de Chicago e a todos os mártires dos trabalhadores.

Fonte: http://www.novomilenio.inf.br/festas/trab01.htm







Da esquerda para a direita:
Rivo Gianini - Presidente do Comitê Francês / Didier Baumlé - Diretor Aliança Francesa de Niterói / Prefeito Dr. Godofredo Pinto / Dr. Stephan Krier - Cônsul Geral da Alemanha / Claudia Siqueira - Coordenadora Cultural ICG / Ricardo Freitas - Diretor ICG




Recepção do Centro de Cultura
França-Alemanha




Da esquerda para a direita:
Ricardo Freitas - Diretor do ICG / Stephan Hoffmann - Diretor de Cursos do Institut Goethe / Dr. Stephan Krier - Cônsul Geral da Alemanha.

Foi inaugurado na quinta-feira, 11 de maio, o mais novo espaço cultural da cidade de Niterói: o Centro de Cultura França Alemanha.

Localizado em Piratininga, numa área que vivencia constante crescimento e onde há enorme demanda por serviços e espaços dedicados a estes temas, o Centro vem atender a um público exigente de qualidade e cultura num só lugar.

O evento de inauguração foi um sucesso e contou com a participação de todo o staff das duas instituições mantenedoras e com a presença do Prefeito de Niterói, Sr° Godofredo Pinto, acompanhado de seu secretário de governo e atual Presidente da Aliança Francesa de Niterói, Sr° Rivo Gianini.

As representações oficiais do Cônsul da Alemanha, Sr° Stephan Krier e seu colega, o Cônsul Adjunto da França, Sr° Cedric Prieto honraram ainda mais esta iniciativa pioneira no nosso país. Este é, por enquanto, o único Centro de Cultura nestes moldes no Brasil: seguindo preceitos europeus de amizade e cooperação que já datam de mais de 40 anos e unindo as culturas francesa e alemã.

Discusaram ainda o Delegado das Alianças Francesas no Brasil, Sr° Pierre Labbe e o Diretor do ICG, Sr° Ricardo Freitas.

O Instituto Goethe do Rio de Janeiro, que é parceiro pedagógico e cultural do ICG foi representado brilhantemente pelo Sr° Diretor Stephan Hoffmann.
Na mesma data foi aberto ao público a exposição de arte “Fußballkunst / Futebol Arte” do artista plástico Marcelo Rezende (www.ideex.com.br/marcelorezende.htm). Trata-se da apropriação do imaginário brasileiro desportivo, com concentração no futebol, e de todas as outras incidências culturais que influenciaram o artista e o povo brasileiro.
Vale à pena a visita ao Centro de Cultura França Alemanha, tanto pelo espaço aconchegante quanto pela exposição de arte.

Fale conosco - secretaria@icgermanico.com.br
Falecomartista-marcelo_rezende7@hotmail.com





 

Alemão para a Copa

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Informe-se nos telefones:
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Inauguração do CCFA

Foi inaugurado na quinta-feira, 11 de maio o Centro de Cultura França Alemanha em Piratininga. A criação deste centro cultural é uma iniciativa franco-alemã pioneira na Brasil. Veja mais detalhes no corpo do jornal.
ICG na Copa

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